Fernando Pessoa, plural como o universo
A exposição está em cartaz na sala de exposições temporárias do Museu da Língua Portuguesa
até 30 de janeiro de 2011
De terça a domingo, das 10 às 18h
Entrada : R$ 6,00 - Estudante paga meia/ Professores não pagam.
Aos sábados a entrada é gratuita.
Endereço:
Praça da Luz, s/nº
Centro - São Paulo - SP
(11) 3326-0775 (11) 3326-0775
E para se inspirar: [Fonte Wikipédia].
- O poeta é um fingidor.
- Finge tão completamente
- Que chega a fingir que é dor
- A dor que deveras sente.
- Fernando Pessoa/Bernardo Soares; Autopsicografia; Publicado em 27 de Novembro de 1930
Considera-se que a grande criação estética de Pessoa foi a invenção heteronímica que atravessa toda a sua obra. Os
heterónimos, diferentemente dos
pseudónimos,
são personalidades poéticas completas: identidades que, em princípio
falsas, se tornam verdadeiras através da sua manifestação artística
própria e diversa do autor original. Entre os heterónimos, o próprio
Fernando Pessoa passou a ser chamado
ortónimo,
porquanto era a personalidade original. Entretanto, com o
amadurecimento de cada uma das outras personalidades, o próprio ortónimo
tornou-se apenas mais um heterónimo entre os outros. Os três
heterónimos mais conhecidos (e também aqueles com maior obra poética)
foram
Álvaro de Campos,
Ricardo Reis e
Alberto Caeiro. Um quarto heterónimo de grande importância na obra de Pessoa é
Bernardo Soares, autor do
Livro do Desassossego,
importante obra literária do século XX. Bernardo é considerado um
semi-heterónimo por ter muitas semelhanças com Fernando Pessoa e não
possuir uma personalidade muito característica, ao contrário dos três
primeiros, que possuem até mesmo data de nascimento e morte (excepção
para Ricardo Reis, que não possui data de falecimento). Por essa razão,
José Saramago, laureado com o
Prémio Nobel, escreveu o livro
O ano da morte de Ricardo Reis.
Através dos heterónimos, Pessoa conduziu uma profunda reflexão sobre a relação entre
verdade,
existência e
identidade. Este último factor possui grande notabilidade na famosa misteriosidade do poeta.
"Com uma tal falta de gente coexistível, como há hoje, que pode um homem
de sensibilidade fazer senão inventar os seus amigos, ou quando menos,
os seus companheiros de espírito?"
Bom Passeio aos que aproveitarem a dica!